Algernon Sidney Um pensador republicano do século XVII
Algernon Sidney: um pensador republicano do século XVII
Série Nova Biblioteca, v. 31
Autor: Luís Falcão
Páginas: 292
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 0,455 kg
ISBN: 978-85-228-1333-9
Eduff
Edição: 1ª
Ano: 2019
Idioma: Português
Preço: R$ 50,00

Algernon Sidney: um pensador republicano do século XVII

 

Desde que foram retomados os estudos sobre o republicanismo no pós-Segunda Guerra, os temas que marcam essa tradição - o governo misto, o autogoverno, a virtude, a liberdade, o império da lei, a cidadania etc. - estiveram, majoritariamente, vinculados à reconfiguração do pensamento político moderno a partir do Renascimento italiano. Nesse cenário, as guerras civis inglesas e as revoluções americana e francesa foram interpretadas como passos fundamentais do republicanismo ocidental.

Em geral, esses estudos concediam pouca importância à ascensão das teorias do direito natural, quase sempre relacionadas aos fundamentos liberais. Destacam-se poucos e recentes trabalhos que seguiram o caminho da aproximação entre o republicanismo de base florentina, principalmente maquiaveliana, e o direito natural, particularmente, com pesquisas sobre John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Entretanto, outro pensador equilibra sua reflexão política entre o direito natural moderno e o republicanismo maquiaveliano: Algernon Sidney (1623-1683).

De família nobre, Sidney participou das guerras civis inglesas ao lado do Parlamento e, nesse contexto, delinearam-se as feições republicanas que o acompanharam por toda a vida, como militar, parlamentar, embaixador, exilado ou quando buscou a deposição de Carlos II. Caso raro de personagem fragmentado entre a ação e a escrita, Sidney publicou apenas uma obra em vida. De sua autoria, restaram dezenas de cartas, alguns panfletos e dois importantes tratados políticos: "Court maxims" e "Discourses concerning government", este último responsável por sua execução ao ser acusado de regicida.

Este livro apresenta um Sidney sistemático, que se posiciona, por princípio, pelas regras do direito natural moderno, mas que, por conhecer a história e seu caráter contingencial, fica ao lado de Maquiavel na defesa das instituições republicanas fundamentais. A obra traz, assim, a contribuição ímpar de um autor praticamente desconhecido do público brasileiro, inclusive de estudiosos de teoria política, que merece a atenção ainda muito negligenciada.

Sobre o autor - Luís Falcão é graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e em Economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Tem mestrado e doutorado em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj com período sanduíche na Università degli Studi di Milano. Professo adjunto do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-graduação em Ciência Política da UFF, desenvolve pesquisas na área de teoria política com ênfase em republicanismo, maquiavelismo e jusnaturalismo. Autor de "Maquiavel, Mostesquieu e Madison: uma tradição republicana em duas perspectivas" (Azougue, 2013), além de artigos em revistas especializadas.

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