Corpo mosaico

Corpo Mosaico: transformações espaçotemporais na dança

Coleção Biblioteca - Volume 75
Autora: Iris Brasil
Páginas: 145
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 0,270 kg
ISBN: 978-85-228-1004-8
Eduff
Ano de publicação: 2016
Edição: 1ª
Língua: Português
Preço: R$ 30,00


Corpo Mosaico: transformações espaçotemporais na dança

 

As ideias apresentadas no livro constroem um caminho para entender as variações que o movimento do corpo é capaz de criar, com reflexões especialmente aplicadas à dança, a partir da perspectiva da transformação, tema central da Teoria das Transformações Pontuais (do Desenho Geométrico) e da Teoria das Estranhezas, estabelecida por Ued Maluf. As duas teorias foram associadas ao pensamento de Rudolf Laban, coreógrafo e teórico do movimento e da dança, na tentativa de se compreender, sob essa ótica, como se constitui o movimento corporal.

A partir de uma questão aparentemente simples - como olhar a dança e ver sua geometria -, Iris Brasil expõe de maneira clara algumas das relações que podem ser observadas entre arte e ciência - neste caso, entre dança e geometria.

Para entender os percursos do ponto no espaço e no corpo que dança, o livro foi dividido em três capítulos. No primeiro, "O movimento do corpo e sua estruturação espacial", é apresentada a Teoria das Transformações Pontuais, que prevê o movimento de pontos no plano traçando configurações resultantes dos seus deslocamentos. As questões do capítulo estão relacionadas aos traçados visualizados nos corpos dos bailarinos nos momentos em que dançavam: como se associavam os movimentos corporais na dança aos movimentos de pontos no espaço, era possível empregar a Teoria das Transformações Pontuais para reconhecê-los? Na dança, os caminhos percorridos pelos pontos se apresentariam determináveis, previsíveis como nos trajetos que o ponto traça nessa teoria?

No segundo capítulo, "Transformações: correspondências de eventos do corpo em movimento", fez-se uma aproximação das duas teorias abordadas, pela razão de a Teoria das Estranhezas promover e conferir ao ponto sua fluidez. Em conjunto, as duas podem se apresentar como faces de uma mesma ideia central, a transformação, para que os movimentos na dança possam ser tomados como resultado de contínuas transformações.

No terceiro capítulo, "Os sinais e caminhos do ponto na dança", a autora analisa a coreografia "Presenças no tempo", da Esther Weitzman Companhia de Dança, e um trecho que mostra o solo da bailarina Carla Reichelt, tomando-se tanto a coreografia quanto o solo como unidades de alta complexidade, unidades mosaico que se conformam mediante o tipo de transformação prevista na Teoria das Estranhezas.

Assim, algumas questões foram apresentadas na perspectiva da condução dessas reflexões: como é o solo mosaico de Carla Reichelt? O que está inscrito em seu corpo? Como o ponto prefigura seu movimento dançado?

Esses momentos demandaram a entrada em cena do conceito de espaço do corpo proposto por José Gil (2004), fundamental para o entendimento do mosaico conformado por Carla em seu corpo, pois apontou a direção, no sentido de que transformações ocorridas no interior e no exterior do corpo, espaços estes que se correspondem, têm como resultado o que Gil denomina de espaço do corpo. Espaço construído pelo corpo que dança e no momento em que a dança acontece. 

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