Nordestinos no Rio de Janeiro
Nordestinos no Rio de Janeiro: alteridades e legados culturais
Série Nova Biblioteca, v. 34
Autor: Fernando Cordeiro Barbosa
Páginas: 204
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 0,338 kg
ISBN: 978-85-228-1363-6
Eduff
Edição: 1ª
Ano: 2021
Idioma: Português
Preço: R$ 48,00

Nordestinos no Rio de Janeiro: alteridades e legados culturais

 

O livro trata do processo migratório de nordestinos para a cidade do Rio de Janeiro e sua integração com o local, nas relações estabelecidas em diversas esferas do mundo social: trabalho, lazer, relação de vizinhança, constituição familiar, enfim, na conformação desses migrantes como integrantes da cidade em que passaram a viver.

Ao focalizar o nordestino em sua versão de "paraíba" (como são chamados os imigrantes da região do nordeste do país, no Rio de Janeiro), Fernando Cordeiro revela seus múltiplos significados, fugindo da frequente rotulação e essencialização.

O autor, filho de nordestinos, analisa como o termo "paraíba" surge em referência a um nordestino genérico, homogêneo. Um termo que não leva em consideração a complexidade de uma região do país extremamente importante, mas que por questões econômicas, políticas e sociais serviu durante muito tempo como fornecedora de mão de obra barata para outras.

Ele trabalha com o pressuposto de que essa integração não se dá por delimitação de territorialidades que polariza o ponto de saída e o de chegada, demarcando fronteiras continuamente reproduzidas. Ao contrário, as territorialidades enfatizadas como caracterização de processos de migração se constituem de formas múltiplas e difusas. Mas a dispersão espacial não inviabiliza a crença e o sentimento de pertencimento a uma associação de comuns, princípios que fundamentam muitas das ações comunitárias desses agentes.

A troca de experiências de saberes, de costumes e de modos de perceber e agir no mundo propicia um legado de interculturalidade, que não ocorre sem conflitos e preconceitos. O resultado dessa interconexão de mundos sociais, segundo o autor, "é uma intrigante e intrincada relação entre esses migrantes e demais moradores da cidade. Representa a junção de tipos socialmente idealizados que, se reproduzindo pela linha tênue da alteridade, se completam como pares opostos, os paraíbas e os cariocas, e que acabam conferindo um ethos especial ao peculiar estilo de vida na cidade do Rio de Janeiro".

O estudo ressalta a diferença de posições entre os migrantes que chegaram no Rio de Janeiro em determinado momento histórico, especialmente décadas de 1950 e 1960, e a da nova geração de origem nordestina que já nasceu e cresceu dentro do novo contexto e que apresenta uma pauta por demandas de respeito e reconhecimento.

Geração que sabe da importância de seus pais no crescimento e desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro, como trabalhadores da construção civil, nos serviços domésticos, nos restaurantes e nas portarias e zeladoria de prédios e repartições públicas e privadas. Busca a valorização do legado de interculturalidade que trouxeram para o Rio de Janeiro, por meio, por exemplo, de gêneros musicais como o baião, xote, xaxado e forró, e da vasta gastronomia.

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