O caminho do mundo
O caminho do mundo: mobilidade espacial e condição camponesa numa região da Amazônia Oriental
Autor: Gil Almeida Felix
Páginas: 270
Formato: 14 x 21 cm
Peso: 0,352 kg
ISBN: 978-65-5831-064-8
Eduff
Edição: 2ª
Ano: 2021
Idioma: Português
Preço: R$ 50,00

O caminho do mundo: mobilidade espacial e condição camponesa numa região da Amazônia Oriental

 

Este livro é a segunda edição do original publicado pela Eduff em 2008 no qual, a partir de pesquisa realizada junto a um determinado conjunto de moradores de um assentamento rural na Amazônia brasileira, Gil Felix dialoga com temáticas clássicas dos chamados estudos camponeses.

Considerando a contribuição anterior de diversos pesquisadores que haviam estudado a mesma região, no atual sudeste do estado do Pará, o autor analisa minuciosamente as condições sociais de possibilidade dos diversos arranjos que caracterizam a mobilidade espacial e social da pequena produção agropecuária, como é o caso, dentre outros, das variadas transações de acesso, troca, compra e venda das terras; das regras, técnicas e morfologias sociais do deslocamento; de constituição de arranjos e desarranjos familiares; de formação de poupança; de produção, comercialização, uso, adesão ou rechaço de intervenções planejadas baseadas em modelos de agricultura e/ou de uso do solo.

Na apresentação para esta segunda edição, após cerca de dez anos dos assassinatos que deram visibilidade internacional ao Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta/Piranheira, Gil Felix descreve as razões que fazem com que "O caminho do mundo: mobilidade espacial e condição camponesa" preserve a atualidade das suas contribuições teórico-metodológicas e também comenta a respeito do comprometimento acadêmico-científico, político e afetivo que um trabalho de pesquisa como o que realizou implica ao longo dos anos.

"O fato de apoiar-se num diálogo permanente com o que já foi produzido, inclusive na área a partir da qual se deu o seu estudo, permite transmitir uma sensação de acúmulo de conhecimento, mesmo que isso não se dê de forma linear. Impressão muito diferente daquela que se tinha quando na década de sessenta do século passado, antropólogos do Museu Nacional de então como Roberto DaMatta, Roque Laraia, Julio César Melatti e eu próprio nos embrenhamos pelas paragens do Tocantins paraense-maranhense-goiano (da época) sob a liderança à distância do nosso saudoso mestre, Roberto Cardoso de Oliveira." (Otávio Velho)

"Temos assim uma das formas de constituição de camponeses que, numa sociedade onde agentes dominantes insistentemente prenunciam seu fim, reafirmam a sabedoria dos ancestrais na mesma situação, a ponto de podermos pensar num campesinato, não das casas seculares e dos povoados de longas marcas do tempo, mas um campesinato de modelo, diria, papa-légua. E é esta qualidade incompreendida, condenada pela acusação de 'errância', que Gil vem nos demonstrar como caráter exemplar dos que desejam a vida, dos que não perdem os sonhos." (Delma Pessanha Neves)

"(…) dessa vez ao avesso, no fim, porém, mais uma vez fortuita é a fala assistida pelo retirante de João Cabral de Melo Neto: '— Já não levas semente viva: / teu corpo é a própria maniva.’ (Gil Felix, apresentação da 2ª edição).

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