O amplexo político dos costumes de um jesuíta brâmane na Índia 400
O amplexo político dos costumes de um jesuíta brâmane na Índia
Autor: Adone Agnolin
Páginas: 584
Formato: 16 x 23 cm
Peso:  0,892 kg
ISBN: 978-65-5831-040-2
Eduff
Edição: 1ª
Ano: 2020
Idioma: Português
Preço: R$ 90,00

O amplexo político dos costumes de um jesuíta brâmane na Índia

 

Levando em consideração a problemática evangelizadora jesuítica no contexto asiático, este livro analisa em sua especificidade a polêmica que nasce da diferente interpretação dos ritos (indianos) do Malabar. Segundo a política formulada e defendida pelo padre italiano Roberto de’ Nobili – que se insere na perspectiva das anteriores propostas de Alessandro Valignano, no Japão, e de Matteo Ricci, na China –, a missão jesuítica na Índia, fora do contexto e do controle do padroado português, vai desencadear uma acesa polêmica que ecoa tanto no contexto asiático, quanto junto à Congregação de Propaganda Fide romana.

Em Madurai, o jesuíta italiano tentou conciliar hinduísmo e cristianismo, apresentando os jesuítas nas funções de brâmanes ocidentais. Todavia, ao contrário do que aconteceu na China, as tensões em relação a essa estratégia missionária cresceram, aqui e inicialmente, sobretudo no interior da própria Companhia de Jesus. De qualquer modo, como no caso da relativa aos ritos chineses, essa disputa sobre os ritos do Malabar também se desencadeou a partir do choque entre missionários em relação a oportunidade de aos neófitos, continuarem a praticar alguns ritos (e usar símbolos) ligados às tradições de seu país.

O conflito foi se estabelecendo e crescendo ao redor de uma divergência substancial na interpretação desses ritos: tratava-se de ritos civis ou religiosos? As diferentes respostas subentendiam interesses e implicações bastante relevantes em relação ao projeto missionário jesuítico. Finalmente, foi na diferente interpretação dos sinais simbólicos dos brâmanes sannyasim – aos quais se inspirava a praxe de adaptação implementada pela proposta missionária de Roberto de’ Nobili – que se acendeu o confronto conhecido, sucessivamente, como a "polêmica dos ritos".

Nas "ortopráticas rituais" (em contraposição às "ortodoxias religiosas") – que surgiam e se impunham nos âmbitos missionários às margens dos impérios políticos – vinham-se ampliando o gap e a diferença entre as interpretações "religiosa" e "política" dos costumes locais, entre sua diferente identificação com os cultos idolátricos ou os ritos civis. Essa "controvérsia dos ritos", enfim, representa não só uma marca importante do início do mundo moderno, mas a própria configuração da aurora da modernidade inscrita no âmbito missionário e religioso: que, com a filosofia das Luzes, irá preparar não só a nova modernidade da política, mas, antes, uma nova antropologia em suas bases propriamente histórico-religiosas.

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Sobre o autor

Adone Agnolin tem láurea em Filosofia e especialização em História das Religiões junto à Università degli Studi di Padova, Itália. Doutorado em Sociologia e pós-doutorado em História Social junto à Universidade de São Paulo (USP), Brasil. Livre docente em História Moderna no Departamento de História (programa de História Social) da Universidade de São Paulo. Autor de "O apetite da Antropologia"; "Jesuítas e selvagens"; "História das religiões" e "L’Invenzione del Tupi", dentre outras. Atua, sobretudo, na área de História Moderna, com ênfase em História Moderna e Colonial, História das Religiões, História da Reforma e da Contrarreforma, Catequese e Missionação, Missões Jesuíticas, Colonização e Mediação Cultural entre Europa, América e Ásia, Antropologia Histórica.


 






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